Rede de Bufetes Escolares Saudáveis
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                          A Exposição EducAlimenta na imprensa: 03/11/2008
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                          “Educalimenta”
                          MadeiraShopping assinala Dia da Alimentação

                           
                          O secretário regional da Educação e Cultura, Francisco Fernandes, preside, hoje, pelas 11h00, à sessão de abertura da exposição Educalimenta, integrada nas comemorações do Dia Mundial da Alimentação da Alimentação no MadeiraShopping, evento que irá decorrer até ao dia 2 de Novembro.
                          Além da exposição e de acordo com a organização do evento, «durante duas semanas, vão realizar-se rastreios gratuitos de peso e estatura, conferências diversas no âmbito de estilos de vida saudáveis, distribuição de manuais de alimentação saudável e, para as escolas, projecções do filme “Pular a Cerca”.
                          A par destas actividades, durante toda a iniciativa, vão realizar-se duas actividades âncora que funcionam à volta do tema da alimentação e que pretendem informar, educar e divertir didacticamente os pequenos e graúdos do MadeiraShopping: a Exposição Educalimenta e as animações do espaço infantil.
                          Para que o programa seja ainda mais completo, a Restauração do MadeiraShopping também comemora o Dia Mundial da Alimentação. Neste sentido, o FNAC Café e o Restaurante Hakisushi irão colaborar com menus saudáveis.


                          Data: 16-10-2008
                          Retirado do Jornal da Madeira

                          'Educalimenta' no MadeiraShopping

                          Com o objectivo de alertar para a importância de uma alimentação mais saudável e equilibrada o MadeiraShopping em parceria com a Secretaria Regional de Educação e Cultura promovem a exposição 'Educalimenta'.

                          A partir de hoje e até o dia 2 de Novembro serão realizados rastreios gratuitos, conferências e distribuição de manuais de alimentação saudável.

                          Hoje, dia da abertura da exposição, será lançado o novo site da Rede de Bufetes Escolares Saudáveis. Emílio Peres, impulsionador das Ciências da Nutrição em Portugal será alvo de uma homenagem.

                          GF

                          Data: 16-10-2008
                          Retirado do Diário de Notícias 

                           
                          "Exposição e rastreios gratuitos animam Dia da Alimentação 
                          Iniciativa decorre entre hoje e o dia dois de Novembro no MadeiraShopping 


                          Para comemorar o Dia Mundial da Alimentação, a Secretaria Regional de Educação e Cultura aliou-se ao Madeira Shopping e, em conjunto, irão promover iniciativas que irão decorrer entre hoje e o próximo dia 2 de Novembro.

                          Pelas 11 horas, o secretário regional Francisco Fernandes vai inaugurar, no piso 0 da superfície comercial, a exposição 'Educalimenta', mostra que tem o objectivo de alertar os visitantes para a importância de uma alimentação mais saudável e equilibrada. Durante esta sessão será lançado o novo site da Rede de Bufetes Escolares Saudáveis. O momento será também aproveitado para homenagear Emílio Peres, figura ímpar na história e evolução do Nutricionismo em Portugal.

                          Além da exposição, durante as duas semanas seguintes vão realizar-se rastreios gratuitos de peso e estatura, conferências diversas no âmbito de estilos de vida saudáveis, distribuição de manuais de alimentação saudável e, para as escolas, projecções do filme 'Pular a Cerca'. Para que o programa seja ainda mais completo, a área de restauração do Madeira Shopping também comemora o Dia Mundial da Alimentação com menus saudáveis."


                          Data: 16-10-2008
                          Retirado do Diário de Notícias

                           
                          Espetadas de fruta já fazem parte das preferências dos alunos 
                          Grande adesão aos menus saudáveis no bar das escolas mostra que o RBES tem resultado bem
                           


                          Já se sentem algumas mudanças nos hábitos alimentares dos alunos do 2º e 3º ciclo e secundário da Região. O projecto Rede dos Bufetes Escolares Saudáveis (RBES) trouxe novos menus para o bar das escolas, como batidos de pêra abacate com nozes ou espetadas de fruta, que têm sido um sucesso junto dos alunos.

                          No Dia Mundial da Alimentação, assinalado ontem, o secretário regional da Educação fez um balanço bastante positivo ao projecto iniciado em 2001, mas alerta que, como tem uma componente cultural profunda, a promoção de uma alimentação saudável "leva muitos anos".

                          Segundo Rita Ornelas, nutricionista coordenadora do RBES, o segredo é oferecer, com criatividade, uma grande variedade de produtos alimentares saudáveis, e estar atento às sugestões dos alunos. "Eles têm ideias fantásticas", apontou.

                          Das 30 escolas do 2º e 3º ciclo e secundário existentes na Região, apenas 11 não aderiram ao RBES, o que não quer dizer que não tenham uma alimentação saudável. "Não seguem é a metodologia dos bufetes saudáveis, que tem menus comuns a várias escolas e projectos idênticos", explicou Francisco Fernandes.

                          Andreia Nóbrega 

                          Data: 17-10-2008 
                          Retirado do Diário de Notícias

                          Secretário Regional da Educação e Cultura no Dia Mundial da Alimentação
                          Rede de Bufetes Saudáveis já está a dar resultados

                           
                          O secretário regional da Educação criticou ontem todos aqueles que consideram saber mais do que os nutricionistas, dando opiniões, muitas vezes erradas, sobre aquilo que se deve ou não fazer nas escolas da Região. «Tive a sina de receber pastas em que toda a gente sabe de tudo», dizia Francisco Fernandes.
                          O secretário regional falava na abertura da exposição EducAlimenta, uma iniciativa que se integrou nas comemorações do Dia Mundial da Alimentação, assinalado ontem.
                          Numa intervenção feita na FNAC, Madeira Shopping, Francisco Fernandes considerou que apesar de algumas críticas constantes ao trabalho feito pelos nutricionistas que trabalham para a Secretaria Regional da Educação, um facto é que «os objectivos estão a ser alcançados e estamos a tentar incutir hábitos alimentares mais saudáveis».
                          O secretário regional da Educação fez um balanço positivo à Rede de Bufetes Saudáveis, a qual conta já com 30 escolas, referindo já começam a aparecer resultados com esta iniciativa. Contudo, o governante admitiu que mudar hábitos, mudar culturas, leva o seu tempo.
                          «As crianças não comem só na escola. Comem em casa. Estamos a tentar chegar também às famílias. Mas isso são processos profundos que levam anos a mudar uma sociedade. Agora, estamos satisfeitos com os resultados que já sentimos. Quando falamos com os médicos, eles também sentem que há mudanças de comportamentos», disse o secretário regional.
                          Os números da Madeira não são muito assustadores, conforme sublinhou o secretário regional da Educação, mas o que é certo é que a Região também caminha para uma população cada vez mais obesa.
                          Assim, de uma instrução dada antigamente, passou-se para uma determinação, sendo que as escolas estão a cumprir as indicações dadas pela Secretaria Regional da Educação.
                          «Não podemos ser fundamentalistas e eliminar, totalmente, a alimentação menos boa porque as pessoas vão encontrá-la na rua, em todo o lado.
                          O que é preciso é que haja muita informação a alertar para o facto de que esse tipo de comida tem de ser evitado», disse Francisco Fernandes que explicou ainda que as escolas da Região - mesmo aquelas que não integram a Rede de Bufetes Saudáveis - tudo têm feito no sentido de melhorar a qualidade dos seus alimentos.
                          Refira-se que até ao dia 31 de Outubro, vão realizar-se diversas actividades que visam alertar a população para a necessidade da mudança de hábitos alimentares. Hoje decorre uma conferência, pelas 18 horas e 15 minutos, sobre "Alimentação nos estabelecimentos de educação e ensino da RAM- uma visão integrada". 
                           

                          Carla Ribeiro

                          Data: 17-10-2008
                          Retirado do Jornal da Madeira 
                           

                          Rita Ornelas revela que «desde o ano lectivo 2004/2005, os bolos disponibilizados nas escolas da Rede de Bufetes Escolar
                          Alunos rendem-se à comida saudável nas escolas

                           
                          JORNAL da MADEIRA — A Rede de Bufetes Escolares Saudáveis foi implementada em 2001/2002. Sete anos depois, o que podemos dizer sobre isso?
                          Rita Ornelas — É um projecto que tem sido avaliado desde a sua criação. As escolas enviam-nos o registo dos consumos alimentares verificados no bufete permitindo-nos, depois, avaliar o projecto. Se o objectivo do projecto é fazer aumentar o consumo de alimentos saudáveis pela comunidade escolar, mais precisamente, no bufete dos alunos, esta será a melhor medida para avaliarmos o seu impacto. E, de facto, temos resultados muito positivos.

                          JM — E quais são esses resultados?
                          RO — Em 2001/2002, no primeiro ano do projecto, o consumo de bolos era o dobro do das sandes. No ano passado, o consumo das sandes ultrapassou o consumo dos bolos verificado em 2001/2002, o que é de facto um resultado fantástico. Por outro lado, as sandes, hoje, são diferentes das sandes que existiam em 2001/2002, uma vez que, neste momento, apostamos no tipo de pão, dando preferência ao pão mais escuro; as sandes são recheadas com legumes crus ou mesmo cozinhados; há sandes de carne, de peixe, de ovo, entre outras. Não é apenas a tradicional sandes de queijo e fiambre. Há uma grande diversidade de sandes. Inclusive, em determinadas semanas promocionais, algumas escolas fazem promoções diferentes e criativas. Por exemplo, estou a lembrar-me de uma escola ter criado, no dia dos namorados, no ano passado, a sandes do amor, que era constituída por alface, tomate, couve roxa picada, cenoura raspada, queijo e, como era um dia especial, levou amêndoa.

                          JM — E há outros indicadores desse consumo?
                          RO — Sem dúvida. É interessante verificar, por exemplo, que, desde 2004/2005, os bolos disponibilizados nas escolas da Rede de Bufetes Escolares Saudáveis (RBES), são apenas sem creme. Há algumas escolas que fazem, embora não em todos os dias, porque não há recursos humanos para que isso possa acontecer, bolos na própria escola, como bolo de iogurte, bolo de laranja, bolo de cenoura, ou até bolo de espinafres, como ainda há dias encontrei numa escola. E isso também é muito bom, pois revela que mesmo os bolos que são comidos nos bufetes são mais saudáveis. Depois, há também uma correlação negativa entre o consumo de chocolates e o consumo de iogurtes, ou seja, o consumo de chocolates tem vindo a diminuir, consideravelmente, desde o início do projecto verificando-se o contrário para os iogurtes.

                          JM — E que leitura é que faz dessa evolução?
                          RO — Isto revela que tem havido um aumento significativo no consumo da maioria dos produtos a promover, sobretudo das sandes e dos iogurtes, porque são os alimentos que mais se destacam. Existe, neste momento, uma maior variedade de alternativas saudáveis nos bufetes, nomeadamente saladas, sopas, tartes e frutos secos. No ano passado, por exemplo, verificámos que 65% dos produtos consumidos nos bufetes das escolas da RBES variavam entre sandes, bolos de leite e croissants, água, iogurtes, leite, batidos, sumos naturais e frutas. Ao disponibilizarmos este tipo de alimentos nos bufetes, temos crianças e jovens que os procuram. É, de facto, bastante positivo.
                          JM — Neste momento, quantos estabelecimentos fazem parte da rede?
                          RO — Temos 22, num universo de 33 escolas públicas e privadas existentes na Região. Mas, atenção, estamos a falar de escolas de 2.ºe 3.º Ciclos e Secundárias, ou seja, que são as escolas que têm bufete, ou seja, que têm bar escolar. As escolas do 1.º Ciclo e os estabelecimentos de 1.ª e 2.ª infância não têm bufete escolar.

                          Regulamento constitui
                          uma mais-valia


                          JM — E as restantes escolas?
                          RO — O facto do Governo Regional ter aprovado um Regulamento que define as normas de funcionamento e venda de géneros alimentícios nos bufetes escolares, tem sido uma mais-valia, porque mesmo as escolas que não estão na RBES, acabam por seguir a mesma linha do projecto, ou seja, devem promover determinados produtos em detrimento de outros, e retirar aqueles que pelas suas características devem ser excluídos como, por exemplo, os refrigerantes e as batatas fritas. Em síntese, todos estes produtos, com uma densidade calórica muito grande e pobres nutricionalmente, já não existem nos bufetes das escolas da Região nem podem estar em máquinas de venda automática. Neste momento, existe um regulamento aprovado em Conselho de Governo que é, de facto, muito positivo.

                          JM — Apesar desse esforço, há pais que insistem em dar dinheiro às crianças para que possam comer fora da escola. Isso resulta de quê?
                          RO — A realidade social mudou muito. As alterações no estilo de vida têm determinado mudanças nos mais diversos domínios, nomeadamente no social e económico, mudanças estas que provocam alterações nos hábitos alimentares. Hoje vivemos numa sociedade de consumismo muito grande, maior participação profissional de ambos os pais e as famílias também estão mais ausentes, não têm o tempo que tinham há uns anos. Veja-se, por exemplo, o Natal, que está quase à porta. Nessa altura havia, nas famílias, a tradição de se fazer o bolo de mel, as pessoas dedicavam-se intensamente a cozinhar nesta quadra. Hoje, há muitas famílias que, até no dia de Natal, já não comem em casa e vão comer fora. Toda esta realidade alterou-se. É tudo diferente. O que nós não podemos esquecer, é que tanto a família, como a escola, têm um peso, um papel muito importante nos comportamentos alimentares das nossas crianças, sobretudo as mais pequenas, em que os seus hábitos alimentares ainda não estão muito enraizados. A infância é um período perfeito para desenvolver gostos e preferências. Nós aprendemos a andar, aprendemos a falar, devíamos também aprender a comer. Daí que o investimento deva ser feito nos primeiros anos de vida, pela família e pela escola. Se os pais e a escola trabalharem em conjunto, estamos a contribuir para proporcionar, através da alimentação, o adequado desenvolvimento de crianças e adolescentes. Seria importante que os pais entendessem — e muitos entendem e estão contentes pelo trabalho que está a ser desenvolvido na escola —, que estamos aqui a pensar nas crianças e a dar-lhes a oportunidade de experimentar alimentos que, provavelmente, no seu dia-a-dia, por variadíssimas razões, tal nunca iria acontecer.

                          JM — Mas a sopa continua a ser um prato que os miúdos não gostam…
                          RO — Muitas vezes, os miúdos não gostam de sopa porque não têm o hábito de comer sopa. Eu dou sempre o exemplo das festas em família ou nos restaurantes, onde existe uma ementa para os adultos, como uma feijoada, um cozido à portuguesa, uma caldeirada e, simultaneamente, uma comida diferente para os mais pequenos, que é, por exemplo, esparguete à bolonhesa, ou pizza, ou hambúrguer acompanhado de batatas fritas. O que acontece, muitas vezes, é que por comodidade, não estamos a dar oportunidade para que eles experimentem, saboreiem outro tipo de alimentos e é isto que é importante mudar. Não é continuarmos a dizer que eles não gostam, porque não é verdade.

                          Uma questão
                          de educação alimentar


                          JM — Então, trata-se de uma questão de educação alimentar?
                          RO — Sem dúvida. É mais difícil os adultos mudarem os seus hábitos alimentares que as crianças, ou os jovens. É sempre possível mudar, de tal maneira que temos conseguido modificar alguns hábitos no nosso dia-a-dia. Quando as escolas do 1.º ciclo passaram a disponibilizar apenas leite branco, retirando o leite com chocolate, houve muitas reacções negativas. Essas reacções aconteceram sobretudo com os pais que nos diziam que as suas crianças não gostavam de leite branco. É importante utilizar estratégias adequadas de educação alimentar de modo a proporcionar uma atitude positiva face à alimentação saudável e permitir a aceitação da alimentação diversificada por parte das crianças e jovens. Se a família e a escola trabalharem no mesmo sentido as crianças e jovens serão progressivamente capacitadas a fazer escolhas saudáveis.

                          JM — Esta educação alimentar passa também pela desmontagem de alguns mitos sobre a comida?
                          RO — Sim, é verdade. Por exemplo, quando a criança, com 1 ou dois anos de idade, vai ao pediatra e este diz que a criança já pode comer de tudo, ou seja, que já pode começar a comer da comida dos pais, não está a dizer que a criança pode comer molhos, picantes, excesso de sal, gordura e açúcar. Está a dizer que a criança pode continuar a ter uma alimentação saudável, igual à dos adultos. Ou seja, são os pais que muitas vezes precisam de adaptar a sua alimentação, alterando os seus próprios hábitos. Essa alteração passa por diminuir, por exemplo, a quantidade sal, a forma de cozinhar, evitando os fritos, proporcionar alimentos diferentes e saudáveis. Significa que os pais devem ter preocupação de incluir uma grande diversidade de legumes, fruta, feijão, grão, lentilhas, cereais, nomeadamente, o arroz, a massa, o milho, o cuscuz, o trigo, entre outros alimentos.

                          JM — E há estratégias para isso?
                          RO — Uma das estratégias que usamos no projecto RBES e noutros projectos de educação alimentar nos estabelecimentos de educação e ensino, por exemplo, é envolver as crianças e os jovens na preparação de sandes, saladas, sopas, bem como na promoção destes produtos. E, mesmo com um, ou dois anos, uma criança pode já ser envolvida na preparação de refeições. Uma criança que não gosta de sopa, por exemplo, pode, se for integrada num processo de grupo, e participar num jogo de escolha dos legumes para confeccionar a sua sopa, estar mais preparada para gostar da sopa. A sua envolvência poderá ser o primeiro passo para uma diferente atitude no futuro.

                          JM — E em relação aos mais crescidos, ao nível do secundário?
                          RO — É mais difícil, mas é possível. É a fase do contra, nada está bem. Isso não significa que eles não gostam de determinado alimento, ou que não querem. É uma etapa da vida muito especial. Temos de utilizar estratégias diferentes para conseguir alterar alguns hábitos que, muitas vezes, foram criados fora da escola.
                          JM — Mas a obesidade, segundo a Comissão Europeia está aumentar…
                          RO — Sim, na Sociedade actual, o estilo de vida e a crescente globalização são factores promotores do crescimento do excesso de peso e obesidade nas diversas faixas etárias. Portugal é um dos Países da União Europeia que apresenta maiores problemas de excesso de peso e obesidade entre crianças e jovens em idade escolar. É necessário travar isso.

                          Região pioneira em medidas
                          de combate à obesidade

                          JM — A Madeira, ao nível do país, tem sido pioneira neste combate. Têm sido contactados por causa disso, por causa da experiência e dos seus resultados?
                          RO — Sim. A Secretaria Regional de Educação e Cultura tem promovido iniciativas integradas no contexto escolar orientadas para os diversos níveis de educação e ensino. Estes objectivos inserem-se no âmbito da promoção de uma alimentação que se pretende cada vez mais saudável e equilibrada em prol de um melhor estado de saúde da população infanto-juvenil da Região. Ainda recentemente fomos contactados pelo Dr. João Breda, que é o coordenador da Plataforma Contra a Obesidade da Direcção Geral de Saúde, a dar-nos os parabéns pelo Regulamento dos Bufetes Escolares, porque teve acesso a ele estando disposto a colocá-lo no site da Plataforma como um bom exemplo a seguir. E é óbvio que isso nos satisfaz. Estas iniciativas têm sido apresentadas em vários encontros de trabalho, em congressos, em algumas jornadas a nível nacional. Ainda recentemente, participámos no Fórum de Projectos de Prevenção da Obesidade em Lisboa. Participámos, em Aveiro, nas II Jornadas de Endocrinologia, Diabetes e Nutrição, num seminário sobre o Corpo Adolescente, que aconteceu em Cascais e noutras jornadas nos Açores.

                          JM — Qual a vantagem das escolares pertencerem à Rede de Bufetes Saudáveis?
                          RO — A vantagem de estar na RBES é que existe uma equipa de professores, funcionários e alunos que trabalha na promoção de hábitos alimentares. A Secretaria Regional de Educação e Cultura disponibiliza, em termos de carga horária, a um, dois, ou três professores, oito horas para o projecto.
                          No fundo, incentiva a que se trabalhe nas estratégias para promover os tais alimentos. Além disso, há toda uma partilha de informação entre as escolas da RBES. Temos o nosso site (http://www.rbes.weebly.com), através do qual conseguimos divulgar as acções e actividades para todas as escolas da rede. Organizamos encontros de trabalho, workshops entre os representantes do projecto. Há toda uma dinâmica diferente na RBES. 
                           
                          Marsílio Aguiar

                          Data: 20-10-2008
                          Retirado do Jornal da Madeira

                          Gil Alves deu conferência sobre Saúde Oral
                          Ordem dos dentistas sem queixas na Região

                           
                          O dirigente regional da Ordem dos Médicos Dentistas está pronto a actuar se houver queixas de doentes por más práticas médicas dos seus dentistas. Gil Alves disse que, até agora, isso ainda não aconteceu na Madeira, pelo menos associado a questões de seguros. A nível nacional a situação é diferente.
                           
                           
                          O Conselho Distrital da Madeira da Ordem dos Dentistas ainda não recebeu qualquer queixa sobre más práticas médicas associadas a utentes que tenham seguros de saúde dentária. Gil Alves garante que a Ordem só poderá actuar sob denúncia ou queixa de alguém que se sinta lesado devido a maus tratamentos.
                          Quanto à ligação contratual entre dentistas e seguradoras, o presidente da representação regional da Madeira diz que a Ordem não pode interferir. A única coisa que pode fazer é alertar os utentes para seguros que os podem vir a lesar.
                          A declaração foi prestada ontem, à margem de uma conferência que o representante regional dos dentistas deu na FNAC, sobre Saúde Oral.
                          A questão foi suscitada pela posição assumida anteontem pela Ordem, em Lisboa, que anunciou o encerramento de alguns consultórios por falta de condições de higiene e segurança e denunciou o facto de as seguradoras estarem, alegadamente, a pressionar os médicos com quem contratualizam para fazerem consultas de 15 minutos e aplicarem materiais mais baratos, mas de pior qualidade. Há, inclusive, segundo o Bastonário, dentistas a lavar e desinfectar material que só deveria ser usado uma vez.
                          Gil Alves explica que estas situações decorrem do facto de haver muitos dentistas em Portugal, mas de serem muito poucos os que têm contrato com o sector público. Isso levou a que as seguradoras investissem em clínicas dentárias, onde dão estágios não remunerados de três meses a jovens dentistas, prometendo-lhes contrato futuro. Promessa que raras vezes é cumprida, pois ao fim desse tempo integram novos estagiários em idênticas situações, o que lhes permite manter os clientes, sem terem despesas com o pessoal médico. A pressão sobre os dentistas acaba por levá-los a más práticas médicas. É só nesta área e sob queixa que a Ordem poderá actuar, disse Gil Alves.
                           
                          Anete Marques Joaquim

                          Data: 22-10-2008
                          Retirado do Jornal da Madeira

                          Intervenção ajuda alunos a melhorar qualidade alimentar 
                          341 alunos de santana melhoraram hábitos ao pequeno-almoço
                           


                          Os resultados de uma intervenção para a melhoria da qualidade alimentar realizada em várias escolas básicas do Pré-escolar e 1º Ciclo do concelho de Santana foram apresentados ontem à tarde no Fórum Fnac Madeira. Gonçalina Góis, nutricionista da Direcção Regional de Educação, autora do estudo que supervisionou a intervenção, que abarcou tantos as crianças como os seus encarregados de educação, explicou que esta contribuiu para um aumento do consumo de fruta, alimento fundamental que passou fazer parte do pequeno-almoço dos alunos, a par do pão e do leite. O estudo decorreu durante duas semanas, tempo no qual foi pedido aos 341 alunos para assinalarem num questionário que tipo de alimentos estavam a ingerir ao pequeno-alomoço. Depois da intervenção e das várias actividades realizadas no sentido de esclarecer qual a alimentação que se devia observar naquela que é tida como a 'refeição mais importante do dia', foi possível verificar que um número crescente passou a adoptar um menu com mais qualidade.

                          Estes dados foram tornados públicos na conferência "A importância do Pequeno-Almoço: resultados de uma intervenção nas Escolas da RAM" organizada pela Secretaria Regional da Educação no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Alimentação, que prevê um ciclo de conferências que está a decorrer na Fnac até 31 do corrente mês.

                          Raul Caires 

                          Data:28-10-2008
                          Retirado do Diário de Notícias


                          Dos 6 aos 10 anos
                          Madeira tem 30% de crianças obesas

                           
                          Na Madeira, segundo um estudo recente, cerca de 30 % das crianças, dos 6 aos 10 anos, têm excesso de peso.
                          Destes 30%, avança o nutricionista Bruno Sousa, 19% são pré-obesas e os restantes 11% já sofrem de obesidade.
                          Bruno Sousa foi o orador de uma conferência, realizada ontem na Fnac Madeira, que teve como principal objectivo «alertar a população para os probemas da obesidade».
                          Segundo o nutricionista, «os pais ainda não estão sensibilizados para esta problemática». Actualmente, refere o especialista, «a obesidade é um problema de saúde pública». Bons hábitos de alimentação e exercício físico são fundamentais para a prevenção desta «doença». «As crianças passam muito tempo em frente à televisão e ao computador», o que é prejudicial à saúde, alerta Bruno Sousa.
                          “Obesidade Infantil”, tema da conferência realizada ontem, está integrada no programa do “Dia Mundial da Alimentação”, iniciada no passado dia 16.
                           
                          Odília Gouveia

                          Data: 22-10-2008
                          Retirado do Jornal da Madeira

                           


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